Dicas de Sa˙de

Lombalgia

Má postura para se sentar, andar, praticar exercícios físicos e realizar tarefas diárias são as principais causas de desequilíbrios músculos-articulares da região lombar, podendo causar a lombalgia. Sintomas dolorosos podem aparecer e, se irradiam para as pernas ou até para os pés, a condição pode ser denominada de lombociatalgia.

Tanto na lombalgia ou na lombociatalgia, a característica das dores é de serem mais fortes em um dos lados da lombar. Levando em consideração que a região é o equilíbrio do corpo, as disfunções podem afetar desde o pé até o pescoço.

A dor pode ser aguda - desencadeada por um esforço físico, como levantar peso de maneira inadequada - ou crônica, surgindo inicialmente como um incômodo que torna-se gradativo. Quase sempre as dores impedem o paciente de recostar ou deitar e, em alguns casos, bloqueia completamente a função de movimentar-se. Pequenas ações como tossir, espirrar ou simplesmente mudar de posição aumentam a dor e sensibilidade.

Para iniciar o tratamento, é necessário uma avaliação fisioterapêutica completa, principalmente para identificar como ocorreu a lombalgia ou lombociatalgia e se houve incidência de outras disfunções. Em muitos casos, é indicada a Fisioterapia Ortopédica para alongar e fortalecer os músculos e é importante ensinar ao paciente como melhorar a postura para prevenir que novos problemas surjam.
 

Obesidade

Quanto maior a carga de gordura corporal, maior a incidência de doenças músculo-esqueléticas e que afetam as articulações. Por isso que a obesidade, sendo uma condição crônica, progressiva e fatal, torna-se uma preocupação dos dias atuais.

As causas para a obesidade são diversas: sedentarismo, compulsão alimentar, tabagismo e, além das causas físicas, a condição relaciona-se com diversas disfunções comportamentais, contribuindo para o estresse, irritabilidade, indisciplina e depressão.

Existem intervenções cirúrgicas que auxiliam o tratamento da obesidade, trazendo a necessidade de cuidados pós-operatórios para diminuir e prevenir possíveis complicações e proporcionar uma reabilitação de sucesso.

Estratégias nutricionais para a prevenir retrocessos são fundamentais, pois são capazes de promover a composição corporal de maneira clínica e saudável. O nutricionista atua na elaboração de diagnóstico nutricional para trabalhar o fracionamento da dieta de acordo com as necessidades do paciente e, assim, trabalhar reeducação alimentar e ensiná-lo sobre a importância de relacionar-se racionalmente com os alimentos.

O fisioterapeuta, por sua vez, pode auxiliar no tratamento da condição do paciente obeso ao elaborar exercícios conforme suas limitações, promovendo a recuperação de diversos sistemas com a diminuição de dores e tensões musculares. Pode, também, melhorar sua resistência; normalizar o mecanismo da respiração, aumentar a eficiência do sistema cardiovascular, entre outros.


Atividades físicas em excesso

Praticar exercícios é como tomar medicamentos, pois auxilia no combate de doenças cardíacas, obesidade e hipertensão, por exemplo. Mas, como todo remédio, é necessário que seja dosado adequadamente, para que seus efeitos colaterais não sejam maiores que os benefícios.

Muitas pessoas investem em exercícios para a saúde, bem-estar e, também, alcançar ideais estéticos. Mas praticar atividades físicas excedendo o limite do corpo pode trazer muitas complicações.

Algumas delas são mais conhecidas e podem sinalizar que o indivíduo esteja ultrapassando o ideal de exercício físico:

- Dificuldade para respirar;
- Inchaço e dores nas articulações;
- Arritmia cardíaca;
- Lesões;
- Fadiga muscular;
- Cansaço excessivo;
- Entre outras.

Antes de iniciar uma atividade física é importante fazer exames para saber qual o limite do corpo. Um profissional de Educação Física deve respeitar fatores como peso, gênero, idade e alimentação do indivíduo para se prescrever treinos que mantenham a saúde e a qualidade de vida da pessoa enquanto trabalha na busca de seus objetivos.



Prevenção de doenças típicas da terceira idade

O surgimento de doenças crônicas é mais frequente na terceira idade e pode derivar de alguma causa genética ou ambiental que o paciente desenvolveu ao longo dos anos. A maneira mais eficaz de se preparar para essas possíveis complicações é tomar medidas preventivas, sobretudo, em três níveis.

O primeiro nível da prevenção é remover causas e fatores que expõem a saúde. Medidas como, praticar exercícios físicos, tomar vacinas, utilizar equipamentos de segurança, entre outros, fazem parte deste nível.

Em segunda instância, devem ser tomadas medidas que impeçam a evolução de alguma condição que foi instalada, por meio do tratamento fisioterapêutico em caso de tendinite aguda ou com o uso das medicações corretas no caso de um hipertenso, por exemplo.

O terceiro nível preocupa-se em reabilitar e reduzir os prejuízos de um problema agudo ou crônico, incluindo medidas de reabilitação, como no caso de doenças cardiovasculares.

Para saber em que estágio se encontra determinada condição, é necessário sempre fazer o acompanhamento de rotina e, ao menor sintoma de complicação, procurar um especialista. Diagnósticos precoces são fundamentais para que medidas de prevenção sejam bem sucedidas.



Osteoporose

A osteoporose é uma doença que provoca enfraquecimento ósseo, dificilmente apresenta sintomas, sua presença pode ser notada apenas quando ocorre uma fratura. A incidência maior é em mulheres após a menopausa, devido a produção menor de estrogênio, hormônio responsável pelo equilíbrio entre perda e ganho de massa óssea.

Há possibilidade de que a osteoporose seja diagnosticada precocemente através do exame Densitometria Óssea, em que são medidos a densidade mineral dos ossos em relação ao gênero e idade do paciente. Antes de fazer o procedimento, não se deve tomar remédios que contenham cálcio e, durante o exame, o paciente fica deitado imóvel sobre uma mesa onde tubos de raio x passam por seu corpo fazendo medições.

As vértebras, fêmur, punhos e braços são as áreas mais atingidas pela doença. É possível prevenir-se, mas deve começar cedo, oferecendo alimentos saudáveis e ricos em cálcio para as crianças e assegurando que brinque ao ar livre, assim, exercitando-se e estando expostas à vitamina D, fundamental para o fortalecimento ósseo.